ARP Academy Logo
ARP Academy Logo Menu

BRIEFING CAMPANHA PELAS FLORESTAS COM ARAUCÁRIAS

Background

A Fundação SOS Mata Atlântica é uma ONG ambiental brasileira criada em 1986 para inspirar a sociedade na defesa da floresta mais ameaçada do Brasil. Atua na promoção de políticas públicas para a conservação da Mata Atlântica por meio do monitoramento do bioma, produção de estudos, projetos demonstrativos, diálogo com setores públicos e privados, aprimoramento da legislação ambiental, comunicação e engajamento da sociedade em prol da recuperação da floresta, valorização dos parques e reservas, água limpa e proteção do mar.

A ONG tem sede em São Paulo e possui um Centro de Experimentos Florestais em Itu, no interior do estado, onde ficam baseados os programas de restauração florestal da Fundação. Ela tem projetos e trabalhos de advocacy nos 17 estados onde existe Mata Atlântica (Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe).

A Mata Atlântica abrange cerca de 15% do território nacional, em 17 estados. É o lar de 72% dos brasileiros e concentra 70% do PIB nacional. Dela dependem serviços essenciais como abastecimento de água, regulação do clima, agricultura, pesca, energia elétrica e turismo. Por isso, é preciso monitorar e recuperar a floresta, além de fortalecer a legislação que a protege.

O problema:

Além de restarem somente 12,4% da área de Mata Atlântica original preservada, dentro do bioma Mata Atlântica existe uma floresta ainda mais ameaçada, a floresta com araucárias.

Chamada cientificamente de Floresta Ombrófila Mista, é um ecossistema da Mata Atlântica característico da região sul do Brasil e de algumas áreas da região Sudeste, que abriga uma grande variedade de espécies, algumas das quais só são encontradas nesse ecossistema. Sua fisionomia natural é caracterizada pelo predomínio da Araucaria angustifolia, uma árvore de grande porte popularmente conhecida como pinheiro-brasileiro.

Originalmente ocupava 200.000 Km2, estando presente em 40% do território do Paraná, 30% de Santa Catarina e 25% do Rio Grande do Sul. Também ocorria em maciços descontínuos nas partes mais elevadas das Serras do Mar, Paranapiacaba, Bocaina e Mantiqueira, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e também na Argentina.

A Floresta com Araucárias é caracterizada pela presença dominante do Pinheiro Brasileiro, a araucária, árvore de tronco cilíndrico e reto, cujas copas dão um destaque especial à paisagem. A araucária chega a viver até 700 anos, alcançando diâmetros de dois metros e altura de 50 metros. No sub-bosque da floresta ocorre uma complexa e grande variedade de espécies como a canela sassafrás, a imbuia, a erva-mate e o xaxim, algumas delas endêmicas.

A qualidade da madeira, leve e sem falhas, fez com que a araucária fosse intensamente explorada, principalmente a partir do século XX. Calcula-se que entre 1930 e 1990, cerca de 100 milhões de pinheiros tenham sido derrubados. Nas décadas de 1950 a 1960, a madeira de araucária figurou no topo da lista das exportações brasileiras.

Nos últimos dois séculos, a expansão de atividades econômicas e das cidades reduziu a floresta com araucária a aproximadamente 3% de sua área original, sendo que menos de 1% dessas florestas podem ser consideradas primárias. Levantamentos feitos em 2004, pelo PROBIO, no Paraná, registram que nesse estado existem apenas 0,8% de remanescentes em estágio avançado de regeneração, ou seja, que guardam as condições e características originais.

De forma geral, quase todos os remanescentes de araucária encontram-se hoje muito fragmentados e dispersos, o que contribui para diminuir ainda mais a variabilidade genética de suas espécies, colocando-as sob efetivo risco de extinção. E, apesar dessa situação, as ameaças continuam. A situação é agravada pela exploração ilegal de madeira e pela conversão da floresta em áreas agrícolas e reflorestamento de espécies exóticas, aumentando ainda mais o isolamento e insularização dos remanescentes.

Na Floresta com Araucárias ocorre também uma série de espécies da fauna, que hoje se encontram igualmente ameaçadas de extinção, sendo que algumas delas são endêmicas (ou seja, só ocorrem ali), como a famosa gralha azul e o papagaio charão.
(Fonte: SOS Mata Atlântica e Apremavi)

Acesse o site da SOS Mata Atlântica
Acesse a apresentação institucional da SOS Mata Atlântica

Objetivo

Criar uma campanha para conscientizar a sociedade e os políticos da importância de proteger as florestas com araucárias, impedindo o desmatamento do que restou, promovendo a recuperação de áreas e criando Unidades de Conservação (como parques e reservas), por exemplo.

Despesas

Para a campanha existe um orçamento de R$20.000 disponíveis.

Dúvidas:

Andrea Herrera, da área de conhecimento e documentação da SOS Mata Atlântica - info@sosma.org.br

Realização:

ARP

Apoio no website:

Co.De

Apoio:

Uniritter